sábado, 16 de junho de 2012

Anjo


Eu vi um anjo.
Ela dava passos em minha direção e eu não sabia o que fazer. Fiquei estático de tanta beleza. Os cabelos claros balançavam suavemente com a brisa da tarde, o rosto sem maquiagem revelando pequenos sinais graciosos na pele. Os lindos olhos verdes me fitaram e então fiquei perdidamente apaixonado.
Sim, ela era um anjo. Sua voz doce era como o som da harpa harmoniosa em meus ouvidos e quando ela me disse um pequeno e breve 'oi', percebi que já a amava. Oh Deus! Que lindo anjo! Quando ela sorriu, senti o coração querendo sair pela garganta, o estômago em seus movimentos peristalticos cada vez mais intensos. As lindas marcas de expressão em seu rosto por causa do sorriso a deixavam extremamente... Oh sim, meu retrato da mais bela perfeição. E a perfeição começou a andar ao meu lado. Quis segurar sua pequena mão, mas me contive por medo de que esse simplório gesto a afastasse dali. No momento seguinte quis provar de sua boca, sentir os lábios macios de encontro aos meus. Mas hesitei novamente por medo. Pela primeira vez em minha vida vi um anjo e não poderia perdê-lo por causa de meras vontades carnais. Ela estava ali, comigo, e isso era magnifico.
Eu vi um anjo. E como todo anjo ela simplesmente voou, foi embora e me deixou ali com a frágil lembrança de sua pele, seus olhos, seu sorriso... Ela era um anjo e já não sei se agradeço por ter levado meu coração consigo.

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