domingo, 8 de julho de 2012

Certas Verdades Escondidas Debaixo do Tapete


                Já perdoei muita coisa nessas quase duas décadas. Perdoei o soco que levei aos oito anos, os apelidos idiotas de toda uma vida. Perdoei quem me chamou de feia e a falta de criatividade. Perdoei amigas que me trocaram pelo namorado e principalmente as falsas amizades. Perdoei traições de todas as espécies. Perdoei quando um amigo quase irmão disse que a amizade de uma menina que não gostava de mim era melhor que a minha. Perdoei as brincadeiras sem graça. Perdoei quem brincou com meus sentimentos, me iludiu e em seguida me abandonou. Perdoei o primeiro beijo roubado que devia ter sido do “príncipe encantado”. Perdoei ter sido ignorada sem motivo e o fato de não ter ganhado certas coisas que sempre desejei. Perdoei quando as falsas máscaras caíram. Perdoei o garoto que fez com que eu me apaixonasse perdidamente sem nem ao menos perceber... Perdoei o esquecimento de quem eu era, de meu nome, meu rosto. Perdoei mentiras, falta de confiança e muitas, muitas brigas. Perdoei coisas imperdoáveis, mas também pedi perdão. Pedi perdão por ser grossa e egoísta, por socar alguns amigos -e sim, eu já bati em alguns por raiva. Pedi perdão por não conseguir corresponder sentimentos e em muitos casos, por corresponder tarde demais. Pedi perdão por fazer pessoas chorarem com palavras rudes e muitas vezes por agir rudemente. Ainda hoje peço perdão por coisas do passado... Ainda hoje perdoo pessoas que não sabem como agir comigo...

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