sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Porque Gosto Dela


Um leitor de meu blog pediu-me para postar esse texto. Quando o li, fiquei com lágrimas nos olhos. São sentimentos profundos e ao mesmo tempo complicados. Sentimentos que poucas pessoas compreendem... Espero que gostem.


Ela sempre foi diferente, se distinguindo de milhares de garotas nessa multidão. Me caiu feito luva, me ganhando de todas as formas possíveis. Creio que, na época, havia a sutil sensação de minha parte em achar que eu estava sendo esnobado ou simplesmente usado. Ela sempre teve aquele ar superior, rindo no momento certo e se fechando na maioria deles. Até mesmo por proteção, voltando para a armadura que ela mantinha para si. Acho que é por isso que eu gosto dela, porque sempre me pareceu diferente, do jeito que o mundo julga “sem graça, sem sal e fria”, mas eu tive a honrosa oportunidade de desbravar seu coração e enxergar bem mais fundo. Eu sempre prestei atenção nela, sempre stalkeei, e sinto ciúmes mesmo neste segundo que aqui vos escrevo. Eu gosto dela de uma maneira que minhas palavras já não mais podem expressar, nem mesmo insinuar. Chegava a ser desesperador, mas agora crescemos (acredito que ela bem mais do que eu) e os sentimentos que antes nos afogavam ainda continuam a atormentar, mas não infringindo a mesma dor alucinante. É. Eu gosto dela. Poderia citar mil motivos. Seus gostos pelas músicas, pela leitura e pelas frases bem montadas e de profundo cunho reflexivo. Gosto de sua pele clara e o modo como ela me soa aveludada, sem nem mesmo nunca tê-la tocado; gosto dos olhos que por vezes me fazem perder a linha diante das fotos; gosto dos cabelos e a rápida frequência com que ela modificava suas tonalidades; gosto de sua voz, o quanto soa infantil em plenos dezenove anos. Gosto do seu nome, e da coincidência repetitiva das iniciais: C.C. Eu gosto dela, acima de tudo, não pelo lado de fora – que me soa vislumbrante e indescritivelmente encantador -, e sim pelo que é por dentro, nesse intenso oceano de dúvidas e irregularidades. Gosto do que ela me faz sentir, gosto de como eu faria tudo apenas para vê-la sorrir, porque é isso o que importa. Gosto dessa sensação de altruísmo. Gosto da ideia de me prender a ela como se fosse a última mulher na face da Terra. Gosto das coisas que faria por ela, mesmo que o preço a pagar fosse a minha infelicidade e solidão. Gosto tanto dela que a palavra “gostar” chega a menosprezar o real sentimento. Gosto tanto, mas tanto, que a definição certa seria “amor”.

Um comentário:

  1. Cristo, meu coração ainda sente as palavras do texto, muito bom.

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