sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Âmbar - Capítulo 8


Fazia tempo que não me sentia bem com minhas atitudes e não liguei para o fato de estar me agarrando com o garoto que mais odiava em uma sala fechada. Ele era bom no que fazia, isso era impossível negar.
-Diana, eu gosto de você... – disse entre os beijos. Paralisei na hora. Como assim ele “gostava de mim”? Ah meu Deus! – O que foi? – perguntou ao perceber minha cara de que não estava entendendo absolutamente nada. Continuei calada, olhando-o.
-Não compreendi o que você falou. – consegui dizer depois de alguns segundos, me esquivando de seus braços para vê-lo melhor.
-Eu disse que estou gostando de você. – falou com um sorriso simpático.
-Justamente isso que eu não entendi. – disse com uma risada nervosa. Minha cabeça gritando “Mano, o que tá acontecendo aqui?”
-É simples Diana: eu me apaixonei pela pessoa que você é desde o primeiro dia de aula, e já faz muito tempo que ando assim. Aconteceu e não posso mudar isso. – disse com um sorriso bobo. De repente, preferi mil vezes seu sorriso sarcástico.
-Ok Felipe, para de sacanear a minha cara. – falei rindo, apesar de que aquilo poderia ser mais uma das brincadeiras idiotas que ele tinha.
-Eu não estou te sacaneando. – respondeu sério. – Estou falando a verdade.
Muita informação para absorver de uma vez só, ainda mais vinda dele. Então senti culpa de ter deixado o beijo acontecer, como se tivesse sido o estopim de toda aquela conversa estranha. Para mim já bastava. Peguei minhas coisas e fui embora.

Me senti uma completa covarde. Sai do prédio onde dava aula e corri para casa meio desesperada. Meus pais não estavam em casa, mas ao entrar no quarto, tranquei a portas, minhas coisas sendo jogadas no chão. Sentei na cama e respirei fundo. Então tentei ligar para a pessoa que sempre me ajudava nesses casos: Thiago. Na décima ligação que parei pra pensar no que diria caso ele atendesse. “Ah Thiago, eu fiquei com um garoto que tem olhos iguais aos seus e depois ele disse que estava apaixonado por mim, daí eu sai correndo”. Que ótimo, pensei irônica. Desliguei o celular e o joguei para a outra ponta de minha cama. Eu precisava me acalmar e pensar direito. Deitei na cama e, exausta, acabei dormindo.

Acordei com meus pais fazendo um escândalo do lado de fora do meu quarto. Mamãe gritava meu nome com tanto medo na voz, que devia achar que eu tinha me matado. Levantei e quando abri a porta, pensei que ela ia me encher de pancada.
-Que droga Diana! – gritou me abraçando. – Por que trancou a porta menina?
Quando finalmente pude voltar a respirar, pedi licença a papai e resolvi contar uma parte da história – claro que não ia dizer que umas horas antes eu me agarrava com Felipe, então contei só que nos beijamos. Mamãe riu quando eu terminei e disse que quando namorava com papai, um cara muito interessante começou a dar em cima dela, mas que, por gostar mesmo do namorado, deu vários foras no garoto. Depois ela me disse que a situação comigo era um pouco parecida e que no fim a culpa de ter ficado com Felipe não era minha, muito menos o fato dele ter se apaixonado por mim. Eu só tinha que dizer a ele que não sentia nada reciproco. Mamãe então beijou minha cabeça e saiu do quarto.
Estava sem sono e sem vontade de ficar em casa, e decidi ir à casa de Felipe esclarecer aquela situação de uma vez por todas. O único problema foi que, ao pensar em Felipe, comecei a me sentir estranha, mas um estranho bom, como se eu estivesse me... apaixonando. Oh Deus!

Liguei para Laura na esperança dela ter o endereço de Felipe, o que se concretizou, já que todas as fanáticas sabiam onde ele morava. Cidade pequena dá nisso. Laura me encheu de perguntas, querendo saber que eu ia fazer na casa do cara que eu mais odiava. Quando respondi que ia resolver uns problemas, ela me respondeu com um “Sei” bem sugestivo. Ignorei e disse que depois lhe contava tudo.
Saí de casa dizendo a meus pais que resolveria aquela situação de uma vez por todas sem fugir, como fizera mais cedo, quando Felipe contou o que sentia. Além de afirmar para ele que não havia e nem haveria nada entre nós, eu afirmaria para mim que aquele sentimento não existia. Fui a pé, pensando nas formas de dizer sem desapontá-lo muito. O que menos queria naquele momento era lidar com alguém de coração partido, o meu já bastava.
Cheguei em frente a residência dele e respirei profunda e lentamente, tentando manter meu coração calmo. Então apertei a campainha e esperei. A vã tentativa de manter as batidas do coração desaceleradas. Não demorou até Felipe abrir a porta e me olhar com um sorriso acolhedor.
-Olá Diana. – disse. Eu não consegui olhar diretamente em seus olhos. Ver aquela decepção neles, igual a de Thiago na despedida...
-Felipe, precisamos conversar. – consegui dizer, mesmo com a voz não querendo sair.
-Tudo bem. – respondeu ficando sério. Provavelmente ele já sabia o que eu ia falar. Quando estava prestes a começar meu discurso, uma voz o chamou de dentro da casa e foi se aproximando. A porta se abriu e a pessoa falou algo que não compreendi porque pela terceira vez no dia eu congelei.
-Diana. – o dono da voz falou com lágrimas nos olhos ao me ver e me abraçou com força. – Que falta você me fez menina. – disse em meu ouvido. Eu não sabia o que fazer, então comecei a chorar. Porque era Thiago quem me abraçava naquele momento.

4 comentários:

  1. o.o
    que final impressionante! Eu nao sei o que esperar e o que podera acontecer. Mas estava gostando do felipe. Nunca gostei do thiago u.u

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    1. Sério? HAHAHA Prometo que esse mês de fevereiro virão mais dois capítulos, pelo menos.

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  2. CARALHO!!! tantan, tu és uma grande fdp custas a atualizar o Âmbar e quando atualiza faz uma coisa dessas... ah fuck viu. Ta ótimo quero ver o circo pegar fogo nuahahaha e agora Diana? Thiago, o fdp q te fez sofre ou Felipe, o grande fdp q odeias de um jeito bom?

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    1. ASUYDGHASYGDUYASGDUYSAGD violência Luana, credo Q
      vai ser tenso agora, vocês verão no próximo capítulo QQQ

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