quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Rei Artur


Olhei-te e não consegui ficar sem sorrir. Você era um dos poucos que merecia a minha atenção, um dos poucos que merecia que lhe dirigisse uma palavra. Eu te salvei. Fizemos promessas: você que não faria nenhuma besteira e eu que cuidaria de ti. Olhou-me e não conseguiu segurar a vergonha. E ri daquela atitude.
-Vem cá... – falei, estendendo a mão. Estava sentada na cama e você se aproximou, deitando-se em meu colo. Comecei a fazer um cafuné que te deixou ainda mais com sono. Disse algo que te fez rir. Eu adorava colocar um sorriso nesse teu rosto sério. Comecei a cantar uma daquelas canções de ninar e seus olhos se fecharam, tentando em vão, não finalizarem esse ato. Você dormiu em meu colo como uma criança. E, no silêncio, prometi nunca te abandonar.

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