domingo, 9 de junho de 2013

Alguns minutos



Ela sorriu. Percebia-se de longe que nós dois estávamos completamente nervosos e isso era algo maravilhoso de se sentir; o coração disparado, os lábios entreabertos e meus olhos pregados em sua boca, em suas orbitas escuras me olhando com certo receio. Mas ela sorriu. Os seus braços se levantaram e suas pequenas mãos me puxaram timidamente. Eu ofegava e tremia; não era meu primeiro beijo, não era minha primeira garota, mas mesmo assim, ofegava. Ela segurou minha camisa e me puxou, arrancando-me um leve beijo. E ela continuou sorrindo. Vi esse sorriso em seus doces olhos e foi irresistível. Segurei-a pela cintura e aproveitei a pouca iluminação do local para onde a arrastara. Olhei-a nos olhos e, finalmente, sorri. Ali, naqueles poucos minutos, ela foi minha; naquele pequeno espaço escondido e pouco iluminado, eu a tive. E agora não a tenho mais.

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