domingo, 6 de julho de 2014

Naquela manhã de domingo


Ela colheu flores naquela manhã de domingo. Levou uma cesta e saiu andando vagarosamente entre o grandioso jardim a céu aberto. O sol incidindo sobre seus cabelos ruivos, fazendo sua pele brilhar ainda mais e chamando minha atenção. Eu estava sentado vendo-a caminhar, como se estivesse sendo conduzida por uma doce melodia. E ela sorria, ah aquele sorriso... E eu sabia por que ela estava sorrindo daquele jeito, era porque adorava domingos de sol, adorava o desabrochar de flores, adorava suas férias naquele jardim e, principalmente, me adorava. Não que eu seja convencido ou algo do tipo, só sabia o quanto aquela garota me amava e o quanto era sortudo por isso. Vez ou outra ela me olhava com aqueles olhos tão lindos que Deus lhe deu, só para ter a certeza de que eu ainda a esperava no mesmo lugar. E, lógico, eu estava. Não demorou que ela se aproximasse de mim, sorrindo bobamente e falasse, orgulhosa, das flores que havia colhido. E logo a casa cheirava a flores silvestres misturadas com seu cheiro natural, aquele cheiro adocicado, mas nada enjoativo. E, como todos os outros dias, eu me apaixonava ainda mais pela mulher que adorava colher flores todo domingo.

2 comentários: