domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ato em cinco dias


Primeiro dia. A descoberta do sentimento que desabrocha como uma rosa na primavera. Foi assim que ela se sentiu ao perceber o que estava acontecendo. E enrubesceu com isso.
Segundo dia. Declarou-se num lampejo de coragem em meio ao mar de timidez e ele sorriu. Aquele sorriso que havia lhe conquistado desde a primeira vez que o viu. O sorriso que inundava seu semblante sério e o deixava bem mais belo. Ao se declarar, não o encarou diretamente, pois estava morrendo de vergonha e com medo de uma decepção. Entretanto, viu o sorriso dele pelo canto dos olhos, e só conseguiu sorrir de volta.
Terceiro dia. Chegou próximo dele como se nada houvesse acontecido, como se as palavras ditas no encontro anterior não tivessem existido. Ela percebia que ele achava aquilo engraçado. E, de uma maneira natural, ao se despedir, ele deu-lhe um leve beijo na bochecha, bem próximo a sua boca. E ele a olhou com o mais magnífico sorriso que ela havia visto na face daquele garoto.
Quarto dia. Ela não conseguiu chegar perto dele sem ter o coração disparado por culpa do que havia acontecido. Por culpa daquele beijo inocente que mexera completamente com a menina. Ela passou dias imaginando como teria sido se ele houvesse beijado sua boca, segurado sua nuca e avançado mais um passo naquela relação esquisita. Naquele dia, porém, ele segurou sua mão enquanto a deixava em casa. Despediu-se novamente com um breve beijo em sua outra bochecha, inspirando o doce aroma da pele da garota e, claro, sorrindo de maneira resplandecente.

Quinto dia. No quinto dia, ele olhou no fundo dos olhos dela e, sorrindo apaixonado, beijou-lhe os lábios como nunca antes alguém a tinha beijado.

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